Novo escândalo em Catende: 13 milhões de reais desviados do Fundeb
Recursos que deveriam ser investidos obrigatoriamente na Educação teriam sido utilizados pelo então prefeito Josibias Cavalcanti para outros fins.
Foto: Reprodução/Internet
Professores de Catende, na Mata Sul pernambucana, denunciam o desvio de R$ 13 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). De acordo com a educadora Patrícia Melo, foi constatado ainda um saldo devedor de R$ 500 mil no fundo.
O dinheiro teria entrado na conta da prefeitura no ano passado. Na época, o então prefeito de Catende, Josibias Cavalcanti, alegou que não pagaria os 60% que eram dos professores por direito. "Ele disse que iria dar apenas um bônus. Esperamos um mês, dois meses, e fomos esperando e acreditando na palavra dele". A educadora ressaltou que houve uma iniciativa do chefe do Executivo no sentido de amenizar o problema. "Fizeram um projeto de lei dizendo que pagariam R$ 8 mil a cada professor. A Câmara aprovou e o então prefeito não cumpriu".
A outra parte do valor deveria ser aplicada em reformas de unidades de ensino, fardamentos, kits e na melhoria do transporte. "Só duas escolas foram 'maquiadas', porque não podemos chamar aquilo de reforma. O restante está abandonado", destacou a professora.
Professora Patrícia Melo faz denúncia de desvio do Fundeb de Catende
Foto: Bruna Santos/Portal Nova Mais
Foto: Bruna Santos/Portal Nova Mais
O desvio dos 13 milhões de reais foi descoberto após o afastamento de Josibias Cavalcanti e com a chegada do prefeito interino Fausto Jacinto da Silva Júnior. Ao assumir, o novo chefe do Executivo constatou a inexistência dos valores na conta. A professora Patrícia alega que, a partir do que foi lido na Câmara de Vereadores, o dinheiro foi pago em situações que não dizem respeito à educação.
Parlamentares fizeram um requerimento para que o desvio da verba fosse investigado através de uma comissão, mas ele não foi aprovado.
Afastamento do prefeito
Josibias Cavalcanti e o filho Alexandre Cavalcanti, secretário de Administração, estão sendo investigados no âmbito da Operação Gênesis III, que apura irregularidades administrativas em municípios do interior do estado, como fraudes em licitações e desvio de verbas públicas. Eles foram afastados dos respectivos cargos no dia 4 de abril.

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